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O avanço da mosca-branca (Bemisia tabaci) e das viroses transmitidas por esse inseto tem causado perdas significativas na produção de feijão em Mato Grosso, especialmente em regiões com cultivo irrigado e sucessão de safras. Diante desse cenário, a defesa pela implantação do vazio sanitário do feijão não parte apenas da APROFIR, mas é uma demanda direta dos produtores da região de Sorriso, que vêm enfrentando aumento expressivo da pressão de pragas e doenças nas lavouras.

A APROFIR (Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso) atua como articuladora técnica e institucional dessa solicitação, levando aos órgãos competentes uma preocupação construída a partir da realidade de campo vivenciada pelos produtores.

De acordo com parecer técnico da Embrapa Arroz e Feijão, o cultivo contínuo do feijão favorece a multiplicação da mosca-branca e a disseminação de viroses como o mosaico-dourado, podendo resultar, em casos extremos, em perdas totais da lavoura. A recomendação técnica aponta para a adoção do vazio sanitário no período de 15 de março a 15 de abril, abrangendo municípios do Médio-Norte e Médio-Central de Mato Grosso, como estratégia para interromper o ciclo da praga e reduzir o inóculo das doenças.

A proposta encontra respaldo em experiências já consolidadas em outros estados produtores. Em Goiás, por exemplo, estudos demonstram redução significativa das perdas após mais de uma década de adoção do vazio sanitário. Medidas semelhantes também são adotadas no Distrito Federal e em Minas Gerais, estados que possuem forte produção de feijão e enfrentam desafios fitossanitários semelhantes aos observados em Mato Grosso.

Para a APROFIR e para os produtores da região de Sorriso, o vazio sanitário, aliado a práticas de manejo integrado de pragas, é fundamental para garantir a sanidade das lavouras, a sustentabilidade produtiva e a segurança econômica do setor do feijão no estado.

Parceria técnica e pareceres sobre o vazio sanitário do feijão:

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